29/11: Oficina de construção de bancos comunitários com Joaquim de Melo, do Banco Palmas

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São Paulo – Isaura Sampaio Leite

Serviços financeiros, em rede, solidários e de natureza associativa, destinados a reorganizar as finanças locais: Os Bancos Comunitários

Nos programas para combate à pobreza a gente não tem como não falar dos bancos.
Por definição hoje os bancos no Brasil, tradicionais entidades jurídicas, ajudam os mais ricos com empréstimos sob leis flexibilíssimas e descontos, no entanto fogem dos mais pobres. Os bancos não confiam que os pobres honrarão suas dívidas. Criam milhões de mecanismos que impedem os empréstimos.

É aí que se cria um ciclo vicioso, onde a entidade jurídica (banco) que serviria para ajudar a quem precisa é o elemento que vai atrapalhar o crescimento, atravancar os possíveis negócios e a geração de empregos.

Numa associação de moradores num bairro da periferia de Fortaleza, a vizinhança começou a questionar uns com os outros porque que, se eles tinham de tudo, ainda continuavam a serem pobres? E concluíram: somos pobres porque não temos dinheiro.

Concluíram que o dinheiro que eles conseguiam através do trabalho, das vendas, da labuta, ia embora. Ele (dinheiro) desaparecia na hora que iam suprir as necessidades da casa, da alimentação, da família. Quase tudo que compravam era fora da região. A população ia às redes de farmácias e aos grandes supermercados, e assim o mercadinho da vizinhança local deixava de vender em quantidade e assim deixava de lucrar.

O Banco Comunitário de Palmas foi uma solução criativa para acabar com esta sangria. Fez circular uma moeda que pudesse substituir o dinheiro tradicional e que fosse aceita pelos comerciantes locais como forma de pagamento. Os clientes passaram a poder pagar suas contas e a comprar mercadorias na própria região. O próprio banco gerador de empregos.

Outras experiências semelhantes já foram experimentadas e estão em pleno vapor. O Banco Bem em Vitória (ES) teve início com 60 mulheres que queriam um empréstimo de R$ 300,00 para participarem de uma feira onde elas produziriam seu produtos e os revenderiam. Precisavam de um empréstimo, porém receberam a negativa do banco. Mas uma pessoa fora dali pode emprestar. Venderam R$ 800,00. Pagaram a dívida de R$ 300,00 e ficaram com os R$ 500,00 restantes. Essa experiência foi o suficiente para que elas começassem a emprestar e em pouco tempo aquele valor virou R$ 5.000,00. O dinheiro que ali se produzia, ali se consumia.

O chamado Banco Bem envolve muitos bairros e atualmente é uma comunidade de 31.000 habitantes. Ali têm de tudo: farmácias, lojas, serviços. Hoje, além do próprio banco, é um grande gerador de renda e trabalho.
Segundo Leonora Moll, o Banco Bem “é um serviço financeiro, solidário, em rede, de natureza associativa e comunitária, destinado a reorganizar as finanças locais, na perspectiva da economia solidária”.

Para apoiar esse conceito, será realizada no próximo dia 29/11 em São Paulo, uma oficina voltada a construção de bancos comunitários, que será conduzida pelo Joaquim de Melo, coordenar do Banco de Palmas. O endereço do evento é Rua Abolição, 176, bairro da Bela Vista, SP, com duração prevista das 10h00 às 17h00.

 

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2 thoughts on “29/11: Oficina de construção de bancos comunitários com Joaquim de Melo, do Banco Palmas

  • 27 de novembro de 2019 em 06:29
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    farleyaalves@gmail.com
    Bom Dia, nós da radio comunitária Rainha do Sol, estamos organizando e implementando, o debate do economia de Francisco em Indaiatuba, interior de são paulo e região, e estamos sugerindo, pois sentimos a falta desse tema “A democratização Dos Meios de Comunicação” uma vez que vivemos em um Pais que 75% da informação é controlada e manipulada por doze famílias que monopolizam a informação ao cidadão , e a partir dai, desestabilizando governos pelo América latina, como vimos no processo de golpe a Dilma Houssef, um verdadeiro conluio entre a mídia outorgada e legalizada do Brasil, usando o método de instigar a população , contra o ate então partido do governo, o PT, e uma verdadeira Blitzkrieg , com fake news e desmentidos de editorais para confundir a opinião publica e um terrorismo econômico, entendemos que as rádios livres e comunitárias, teriam condições de atraves de uma organização, contrapor esses fenômenos que vivemos no Brasil e America Latina

  • 27 de novembro de 2019 em 12:51
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    Bom dia eu Josias moro em São João de Meriti RJ sou ouvinte da Rádio comunitária Rainha do Sol de Indaiatuba SP, então eu acho que essas rádios comunitária deveria ser mais divulgadas, pois eu já me beneficiei de várias coisas que foi divulgado na Rádio Rainha do Sol inclusive com a Dra Rosângela que me ajudou e continua ajudando através da Flora medicinais onde eu tenho um grande agradecimento, e agradeço também ao amigo Anselmo por nos proporcionar que através da Rádio eu tenha me beneficiado da flora para melhora de minha saúde, um abraço a todos

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