Feira vai trocar a moeda ‘Chiquinho’ por produtos de cooperativas de economia solidária

Em ação paralela do Encontro Nacional Economia de Francisco, marcado para os dias 18 e 19 de novembro na PUC-SP, será realizada a Feira de Economia Solidária, com o objetivo de comercializar produtos artesanais de cooperativas que trabalham com economia solidária no Brasil. A forma de compra será feita com a moeda criada para o evento e de mesmo valor do real, a “Moeda Chiquinho”. O evento é organizado pela ABEF (Articulação Brasileira pela Economia de Francisco), representante de 35 entidades com o Instituto Casa Comum (ICC) e a Universidade.

Serão 66 expositores credenciados, dos municípios de São Paulo e outros estados, que vão vender desde produtos alimentícios, artesanato, como peças para casa, para mulheres, bijuterias, até cosméticos e essências naturais. As barracas da feira estarão espalhadas no saguão do Tuca Arena e no prédio da PUC-SP, aberto das 9h às 20h.

O Encontro Nacional é uma preparação para o Congresso de Assis, Itália, convocado pelo Papa Francisco e ocorrerá em março de 2020. O objetivo é reunir intelectuais, estudantes e jovens, movimentos sociais e ativistas das várias experiências do Brasil em geração de renda e produção sustentável como alternativas à economia geradora de desigualdades e dilapidadora da natureza.

Quem está à frente da organização da feirinha é a ativista Vera Machado, membro AMESOL (Associação de Mulheres da Economia Solidária). Segundo Machado, a Feira serve para mostrar que existe alternativas econômicas possíveis. “Essa feira reforça que nós, mulheres, também estamos fazendo economia. É uma economia alternativa que o capitalismo despreza, mas que tem muito mais impacto nos territórios”, afirma a ativista.

Outros organizadores também estão apoiando a Feira: Mariana Giroto, Edna Simão e Jackson Farias, membros da FOPES (Fórum Paulista de Economia Solidária).

A economia solidária é uma forma de articulação nos territórios em uma cadeia produtiva de desenvolvimento local. Desde a produção da matéria prima, confecção até a comercialização e as formas de pagamento, são feitos apenas dentro das comunidades. Um exemplo de locais no Brasil que tem este sistema econômico é o bairro de Palmas, em Fortaleza. “Lá eles foram os primeiros a montar um banco social, o Banco Palmas, e também comercializam seus produtos com a moeda digital E-dinheiro. Todos os moradores vivem dos produtos que produzem e consomem, desde a comida até os produtos de limpeza”, explica Vera Machado.

O Banco Palmas está na programação do dia 19, no Painel de Boas Práticas com João Joaquim Neto, fundador do banco. Ele vai dividir as experiências deste empreendimento com mais três palestrantes: Milton José Fornazieri do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), Eduardo Marques da FEOP (Fórum Estadual de Orçamento Participativo), Hamilton Rocha do Banco Comunitário União Sampaio. No total, existem 150 bancos comunitários no país.

Os inscritos que se credenciarem no evento poderão adquirir a moeda Chiquinho no pagamento da taxa não-obrigatória de R$ 20 reais. O valor arrecado será revertido exclusivamente na Feira. Também será possível comprar produtos com cartão de crédito.

Serviço:
Feira de Economia Solidária no Encontro Nacional Economia de Francisco
Data: 18 e 19 de novembro
Horário: 9h às 20h
Local: Saguão do Tuca Arena e prédio da Universidade – 1º andar e corredor próximo à lanchonete (R. Monte Alegre, 1024 – Perdizes, São Paulo)

Fernanda Queiroz (Assessoria de comunicação/ABEF)