Paradigmas para uma Economia de Francisco – 1

(Outras Palavras)

18 MIN LEITURA

Diante do mal-estar com a desigualdade e devastação do planeta, Papa convoca encontro para pensar nova economia. Caminhos para construí-la: Renda Cidadã, Bens Comuns, Controle das Finanças, Democracia Real e mais

São Paulo – Ladislau Dowbor


 

O Papa Francisco convocou para março de 2020 uma reunião planetária em torno de uma nova economia, chamada simbolicamente de Economia da Francesco, na linha da associação com o que seria a visão São Francisco de Assis, aliás local da reunião proposta. Gerou-se com isso um amplo movimento, por parte de comunidades de diversas religiões, e ampliou-se a visibilidade com a participação direta de personagens como Jeffrey Sachs, Joseph Stiglitz, Amarty Sen, Vandana Shiva, Mohammad Yunus, Kate Raworth e outros personagens de primeira linha mundial, com forte presença de prêmios Nobel. Uma ideia básica, de que a economia deve servir à sociedade, e não o contrário, está encontrando um eco profundo. Vivemos uma era de profunda insegurança e busca de novos modelos. O atual não funciona.

A iniciativa Economia de Francisco tem como objetivo  “trazer gente jovem, além das diferenças de crenças ou nacionalidade, para um acordo (agreement) no sentido de repensar a economia existente, e de humanizar a economia de amanhã: torná-la mais justa, mais sustentável, assegurando uma nova preeminência para as populações excluídas”.

Imagem: Cândido Portinari, “Meninos Soltando Pipas” (1938)

“Today more than ever, everything is deeply connected and that the safeguarding of the environment cannot be divorced from ensuring justice for the poor and finding answers to the structural problems of the global economy. We need to correct models of growth incapable of guaranteeing respect for the environment, openness to life, concern for the family, social equality, the dignity of workers and the rights of future generations. Sadly, few have heard the appeal to acknowledge the gravity of the problems and, even more, to set in place a new economic model, the fruit of a culture of communion based on fraternity and equality.”

  No conjunto, trata-se de repensar a função da economia na sociedade. Afinal, a economia em princípio deve servir para vivermos melhor, e não para que estejamos a seu serviço. Parece que está se chegando a uma visão de bom senso, um reordenar dos argumentos. Uma economia a serviço do bem comum implica que seja economicamente viável, mas também socialmente justa e ambientalmente sustentável. Este triplo objetivo define um novo equilíbrio e uma outra forma de organização (…)

Fotos: Wikipedia (Domínio Público)

 

Editoria

Redação Frente Dom Paulo

Um comentário em “Paradigmas para uma Economia de Francisco – 1

  • 4 de novembro de 2019 em 09:19
    Permalink

    Fui participante da redacao da carta da terra . Da agenda 21 e da preparação e negociações da eco 92. E hora de aplicarmos e executarmos um mundo e economia sustentável!

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