Paul Singer: Economia Solidária no Brasil

(Fundação Rosa Luxemburgo São Paulo Buenos Aires)

8 MIN DE VÍDEO

“Achei o que eu queria: isto é o caminho para o socialismo democrático. As cooperativas são basicamente democráticas, quero dizer, são uma criação de operários” – Paul Singer.

 

Cooperação em vez de concorrência, solidariedade e autogestão em vez da lógica do lucro: no mundo inteiro, as iniciativas de Economia Solidária surgem como saída possível contra o capitalismo.

Paul Singer, considerado um dos pais da economia solidária no Brasil, concedeu uma entrevista à Fundação Rosa Luxemburgo, em que contextualiza o surgimento da Economia solidária no Brasil e comenta alguns casos emblemáticos, como os movimentos de fábricas recuperadas pelos trabalhadores.

Paul Singer

No Brasil, a Economia Solidária foi introduzida pela Cáritas na década de 1980 num contexto de crise econômica e desemprego. O movimento logo se expandiu. Hoje se estima que iniciativas e projetos de Economia Solidária sejam responsáveis por 3% do PIB, envolvendo 3 milhões de pessoas em quase 30 mil empreendimentos.

Singer comenta ainda como se envolveu com a Economia Solidária e nela encontrou um caminho possível para o socialismo. Defensor incansável desta alternativa de organização econômica enquanto política pública, Singer aponta para o seu caráter emancipador. Cita ainda a organização de cooperativas de “loucos”, como são chamadas as cooperativas surgidas no contexto do fechamento de manicômios no Brasil.

O vídeo foi elaborado para a Semana de Mudança e Congresso de Economia Solidária e Transformação em Berlim, Alemanha, 2015.

Conheça mais sobre a Fundação Rosa Luxemburgo

 

Fotos: Wikipedia (Domínio Público)

 

Economia de Francisco

Economia de Francisco e Clara

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.